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Macau/99: Polícia de Macau evita comentar expulsão de membros da Falun Gong

Arquivo Lusa 1999

Macau, 17 Dez (Lusa) - A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau não comenta a expulsão do território de membros da seita chinesa Falungong, mas reservou-se o direito de expulsar ou  impedir a entrada no território de indivíduos suspeitos de virem a praticar actividades ilegais.

"De acordo com a lei, a polícia de Macau pode expulsar ou recusar a entrada no território a indivíduos suspeitos de virem a praticar actos ilegais", disse hoje em conferência de imprensa Leong  Wai Keong, comissário da PSP, que se escusou a comentar acusações feitas pelos membros da Falungong, que dizem ter sido expulsos de Macau às primeiras horas de hoje.

De acordo com fontes da seita, seis membros da Falungong foram deportados de Macau após os seus quartos de hotel terem sido revistados.

Segundo as mesmas fontes, os membros da Falungong, vindos da Austrália, Malásia, Japão e Hong Kong, foram obrigados a "fazer as malas e pagar as contas", antes de "serem obrigados a entrar para o barco que liga Macau a Hong Kong".

Um membro da Falungong de Macau declarou a um canal de rádio de Hong Kong que os adeptos da seita residentes no território "querem manifestar-se por ocasião das cerimónias de transferência de poderes", e já pediram "autorização para o fazer, mas até agora não obtiveram resposta".

A Falungong, seita de inspiração budista que reúne a prática de exercícios físicos tradicionais chineses com a meditação, foi proibida na China em Junho passado, após ter sido qualificada como  "grupo herético".

Lusa/Fim