Macau/99: “Glória e orgulho da Pátria socialista”, diz Jiang Zemin
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 20 Dez (Lusa) - O presidente chinês, Jiang Zemin, qualificou hoje o retorno de Macau à administração chinesa como "uma glória e orgulho da Pátria socialista", atribuindo aquela "histórica mudança" à "força" da China.
"O retorno de Macau é o resultado de árdua e persistente luta, uma glória e orgulho da Pátria socialista e também uma grande vitória da causa mundial pela justiça e progresso", disse Jiang Zemin.
Num "comício-espectáculo" com dez mil pessoas realizado num pavilhão de gimno-desportivo de Pequim para celebrar o "Retorno de Macau à Patria", e transmitido em directo pela televisão, Jiang Zemin evocou Mao Zedong, Deng Xiaoping e os outros "revolucionários proletários das gerações mais velhas".
"Nunca esqueceremos o que eles fizeram pelo país e o povo", disse Jiang, que é também secretário-geral do Partido Comunista Chinês e presidente da Comissão Militar Central, a direccão política das forças armadas chinesas.
Segundo Jiang Zemin, "a separação e a reunião de Macau com a Pátria condensa a História moderna da nação chinesa.
"No passado, Macau caiu gradualmente sob o domínio colonial português, enquanto a velha China mergulhava na pobreza e no atraso e era oprimida pelos imperialistas. Hoje, Macau voltou vitoriosamente à China porque a nova China avança com confiança para se tornar mais próspera e mais forte", disse Jiang Zemin.
O presidente chinês defendeu, contudo, que "a China deve adoptar uma perspectiva global e aderir ao princípio de evoluir com o tempo".
"Face à intensa competição existente no mundo actual, só há progresso ou retrocesso", disse Jiang Zemin, afirmando que "a multipolarização política e globalização económica são as duas principais tendências do futuro".
Quanto à nova Região Administrativa Especial de Macau, Jiang Zemin reafirmou que a China "protegerá plenamente os direitos e liberdades" dos seus residentes e "os interesses dos investidores externos".
"Macau ficará com o seu actual sistema social, estrutura económica, estilo de vida e leis", disse o presidente chinês.
Jiang Zemin estava acompanhado pelos outros seis membros do Comité Permanente do Politubro do PCC, a cúpula do poder na China: Li Peng, Zhu Rongji, Li Ruihuan, Hu Jintao, Wei Jianxing e Li Lanqing.
O "comício-espectáculo", com mais de mil bailarinos e outros artistas, encerrou as celebrações do "Retorno de Macau à Pátria" organizadas em Pequim pela liderança chinesa.
Macau era a "última parcela do território chinês ocupada por estrangeiros" e a sua transferência para a administração chinesa - dois anos e meio depois de Pequim ter reassumido a soberania sobre Hong Kong - representa "mais um grande passo para a completa reunificação da China".
Agora falta apenas Taiwan (a ilha onde se refugiou o governo da antiga Republica da China depois do PCC ter tomado o poder no continente, em 1949), mas segundo proclamou hoje Jiang Zemin, a "reunificação é uma tendência histórica irreversivel".
"O governo e o povo chineses nunca tolerarão qualquer tentativa de dividir a China", advertiu Jiang Zemin.
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