Macau/99: Florinda Chan defende manutenção, a prazo, da actual estrutura administrativa
Arquivo Lusa 1999
Macau, 12 Ago (Lusa) - A estrutura actual da administração pública de Macau deve ser mantida numa fase inicial e gradualmente ser sujeita a um processo de reforma a fim de aprofundar o moral e o nível de serviço dos funcionários públicos, afirmou Florinda Chan.
Em declarações aos jornalistas após ter sido nomeada secretária para a Administração e Justiça da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Florinda Chan escusou-se a auto-comparar-se com o seu congénere de Hong Kong e acentuou que os 20 anos que já leva de função pública são mais do que suficientes para poder responder ao novo desafio.
Falando sobre o sistema judiciário de Macau, a futura secretária defendeu a permanência no território e na administração pública de advogados portugueses, atendendo ao facto de o sistema legal ter uma matriz portuguesa.
Tam Pak Un, empresário, nomeado secretário para a Economia e Finanças, manifestou a sua profunda satisfação por poder vir a servir a população de Macau e adiantou ir começar a escutar opiniões de todos os sectores económicos a fim de, mais tarde, poder delinear políticas económicas e financeiras concretas.
O futuro secretário para as Obras Públicas e Transportes, Au Man-long, considerou com serem quatro os princípios em que assentará a sua actuação e nomeadamente na tomada de decisões sobre projectos infra-estruturais de grande dimensão - ajudar à recuperação da economia do território, ajudar à recuperação do consumo privado, fortalecer as relações de Macau com o exterior e melhorar o bem-estar dos residentes.
Au Man-long disse ainda que os projectos infra-estruturais referidos devem estar em concordância com a actual situação económica de Macau.
Ho Chio-meng, nomeado para procurador do Ministério Público, salientou que Macau tem vindo a transmitir uma imagem de insegurança, pelo que utilizará todo o poder legal ao seu dispor para fazer com que o primado do direito reine em Macau.
"Estou ainda confiante em que o sistema legal de Macau será, no futuro, melhorado", disse.
Lusa/Fim