Macau/99: China também deve responder às prioridades portuguesas, diz Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Lisboa, 02 Out (Lusa) - O Governador de Macau disse hoje, em Lisboa, esperar que a China "também responda às prioridades portuguesas" para os dois Estados poderem "convergir no objectivo comum" que é a futura Região Administrativa Especial.
Rocha Vieira falava depois da reunião de trabalho mantida esta tarde com o Presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros, onde foram abordados aspectos ligados à cerimónia de transferência de poderes de Portugal para a China.
As preocupações dos responsáveis portugueses pelo dossier de Macau "são comuns" e visam conseguir que o processo de transição "corra bem", referiu o Governador.
Mas para isso a China, além de desejar que as suas prioridades sejam satisfeitas, também deve corresponder às de Portugal, sublinhou o Governador do território.
O general Rocha Vieira referiu que ainda "há algumas coisas a acertar" até 20 de Dezembro deste ano, nomeadamente ao nível da regulamentação das línguas oficiais de Macau ou de direitos que são "fundamentais para o ordenamento jurídico" do território (exercício da greve, por exemplo).
O Governador de Macau participou depois no jantar oferecido pelo Presidente da República ao líder da resistência timorense, Xanana Gusmão, por ter ficado impedido de seguir para o território devido a atrasos nas ligações aéreas.
Esse facto implica a ausência do Governador Rocha Vieira no jantar da próxima noite com os missionários do Padroado do Oriente ainda vivos e que estão reunidos em Macau.
Lusa/Fm