Macau/99: Aumentar área para promover desenvolvimento económico, diz catedrático chinês
Arquivo Lusa 1999
Macau, 26 Jul (Lusa) - A área física de Macau deve ser alargada após a transferência da administração de Portugal para a China em 19 de Dezembro para promover o desenvolvimento económico do território, defendeu um catedrático chinês citado hoje por um jornal local.
Zhang Jian Wu, professor na Universidade Normal do Sul da China, em Cantão, defendeu, citado pelo diário local de língua chinesa Ou Mun, que o alargamento da área do território de Macau - que integra a península de Macau e as ilhas da Taipa e de Coloane - será "crucial" para a "reestruturação e diversificação" da economia local.
O jornal, considerado um órgão oficioso de Pequim em Macau, cita uma comunicação de Zhang Jian Wu num seminário intitulado "Estudo da cooperação entre Guangdong e Macau no futuro próximo" organizado pelo município de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong.
De acordo com a tese de Zhang Jian Wu, "se algumas áreas de Zhuhai ou Zhongshan (cidades chinesas adjacentes ao território) puderem ser administradas de acordo com o sistema económico e jurídico de Macau, o território pode desenvolver-se num espaço maior, efectuar uma utilização eficaz de recursos e aumentar a sua população".
Com a transferência da administração Macau deixará de ser um território sob administração portuguesa para passar a Região Administrativa Especial da República Popular da China.
Zhang Jian Wu defendeu que a expansão da área do território irá contribuir para "dinamizar a indústria dos jogos de fortuna e azar, recuperar o mercado imobiliário da estagnação em que se encontra actualmente e desenvolver o mercado financeiro".
O professor universitário assinalou também que a cedência de terras por parte de Guangdong a Macau será também "benéfico" para o desenvolvimento económico a longo prazo da província chinesa.
Zhang Jian Wu referiu ainda, segundo o "Ou Mun", que a eventual partilha de território com a província de Guangdong "não irá interferir na integridade nem na autonomia" da Região Administrativa Especial.
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