Macau/99: Agências internacionais destacam fim da era colonial portuguesa
Arquivo Lusa 1999
Lisboa, 19 Dez (Lusa) - A entrega de Macau à China é hoje notícia nas agências noticiosas estrangeiras que destacam o fim da era colonial portuguesa e o cumprimento de mais uma etapa nos esforços da reunificação chinesa.
Nos últimos dias, sobretudo no sábado e hoje, agências como a France Presse (AFP), a Associated Press (AP) e a espanhola EFE, têm divulgado dados históricos, fichas técnicas e biografias sobre Macau e protagonistas da transição.
Sem excepção, as três agências noticiaram hoje o desafio à segurança montada em Macau para a cerimónia oficial da entrega protagonizado por elementos de uma seita religiosa banida na China.
A EFE emitiu um trabalho assinado sobre a "indiferença" da população de Taiwan - "o último objectivo dos esforços de reunificação da China" por concretizar - relativamente à entrega a Pequim da administração de Macau.
A agência espanhola lembra que Taiwan reafirmou a sua soberania depois do presidente chinês, Jiang Zemin, ter dito, sábado, que a reintegração de Macau constitui um passo para a reunificação chinesa.
A AP emitiu hoje um "urgente" com declarações do presidente português, Jorge Sampaio, expressando "confiança" no futuro do território horas antes da passagem para a administração chinesa.
Referindo que com a entrega de Macau a Europa e Portugal, em particular, baixam o pano sobre a sua colonização na Ásia, a AP destaca, noutras notícias, a insignificância das cerimónias comparadas com as da passagem de Hong Kong para a China.
A AFP noticiou largamente a chegada de Jiang Zemin hoje a Macau, lembrando que coincidiu com a manifestação de cerca de 20 elementos da seita religiosa Falun Gong no território.
A agência francesa descreve as "medidas de segurança draconianas" tomadas para evitar qualquer problema pormenorizando que 4.000 polícias foram mobilizados em toda a cidade e no bairro onde decorre "a festa".
À hora em que a bandeira era arreada no Palácio da Praia Grande a EFE emitia "o adeus" de Rocha Vieira, referindo que o governador português, juntamente com a mulher e os três filhos, se despediu de todos os empregados antes de participar nas cerimónias oficiais.
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