Macau/99: 15 dos 16 deputados eleitos pretendem continuar na AL
Arquivo Lusa 1999
Macau, 20 Ago (Lusa) - Apenas um dos 16 deputados à Assembleia Legislativa eleitos pelos sufrágios directo e indirecto não entregou até hoje, último dia do prazo, a documentação necessária para transitar para a primeira legislatura da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
O deputado em falta, Chan Kai Kit, eleito por sufrágio directo, encontra-se em parte incerta desde que a Comissão Independente Contra a Corrupção da Região Administrativa Especial de Hong Kong anunciou estar o legislador de Macau envolvido num caso de fraude no vizinho território.
Concluído o processo de entrega de documentação, cada caso será agora apreciado pela Comissão Preparatória da RAEM, o órgão criado pela China para coordenar a instituição do futuro governo do território. A decisão final caberá ao plenário da comissão.
O preenchimento de eventuais vagas abertas nestes 16 lugares será feito através de uma eleição interna na Comissão de Selecção, o órgão que escolheu o chefe do executivo da RAEM.
As autoridades chinesas pretendem que a partir do início da próxima sessão legislativa da actual AL, em Outubro, seja já conhecida a composição da assembleia que entrará em funções, em continuidade, depois da transferência da administração a 19 de Dezembro de 1999.
Os 07 deputados actualmente nomeados pelo governador de Macau deverão manter-se em funções até à transferência da administração de 19 de Dezembro na actual AL.
O chefe do executivo da futura RAEM, Edmund Ho, anunciou já que divulgará os nomes dos deputados a serem por si nomeados para a primeira legislatura pós-transferência de poderes até finais de Setembro próximo.
O deputado nomeado Morais Alves já manifestou publicamente a sua "indisponibilidade" para se manter como membro da AL depois da transferência de poderes.
Lusa/Fim