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Lucro do fabricante automóvel SEAT cresce 17,5% em 2019 para 346 ME

Lisboa, 25 mar 2020 (Lusa) -- O fabricante automóvel SEAT anunciou hoje que fechou 2019 com um lucro de 346 milhões de euros, mais 17,5% que no ano anterior, um recorde que lhe permitirá enfrentar "com confiança" o ano de 2020.


A SEAT enaltece o desempenho obtido em 2019, diz que lhe permitirá enfrentar "com confiança" o ano de 2020, mas considera que este ano será desafiante, pois há que ter em conta o impacto da pandemia da covid-19 e a queda dos mercados, refere o construtor automóvel em comunicado.


Sobre a pandemia da covid-19, o presidente da empresa, Carsten Isensee, disse que esta "impede qualquer previsão fiável sobre o impacto na economia mundial e no desempenho da SEAT em 2020".


Os resultados da marca espanhola, filial do grupo Volkswagen, estão em linha com a tendência positiva dos últimos quatro anos, tendo em 2019 alcançado "resultados financeiros recorde", com o lucro operacional a aumentar 57,5%, para 352 milhões de euros, face ao ano anterior.


O volume de negócios da SEAT aumentou 11,7% para 11.157 milhões de euros, na comparação com 2018, impulsionado pelo aumento das vendas, justifica o fabricante automóvel.


Carsten Isensee, que é também vice-presidente com o pelouro da área Financeira, realçou que 2019 foi "um ano positivo para a SEAT".


"Os números obtidos graças ao trabalho de equipa de toda a organização colocam-nos numa posição ótima", referiu também, adiantando que "os resultados do ano passado fornecem uma base sólida sobre a qual se pode construir o futuro da empresa a longo prazo".


No ano passado, a SEAT alocou 1.259 milhões de euros para acelerar o programa de investimentos, principalmente para o desenvolvimento de novos modelos, incluindo veículos eletrificados, mais 3% em termos homólogos, o que é o montante mais alto da história da empresa.


Deste montante, 705 milhões de euros, ou seja, 6,4% do total do volume de negócios, destinaram-se à Investigação e Desenvolvimento (I&D), o que representou um acréscimo de 7,5% na comparação com o ano anterior.


O cash-flow operacional cresceu 56,2% em 2019, para 1.092 milhões, em relação a 2018, o que representou 9,8% do volume de negócios.


A SEAT é uma das 10 melhores empresas espanholas em termos de cash-flow operacional, o que "demonstra a sua sustentabilidade financeira, bem como a capacidade de autofinanciar investimentos futuros", salienta no comunicado.


Carsten Isensee referiu ainda que "estes números são a prova da solidez financeira da SEAT" e lembrou que "o esforço feito por todas as áreas da empresa para otimizar as despesas permitiu alcançar eficiências nos custos dos produtos".


O gestor disse também que a otimização das despesas possibilitou promover a inovação entre os seus fornecedores e controlar os custos indiretos.


"Os nossos principais objetivos a longo prazo são aumentar a rentabilidade da gama, ganhar em eficiência e melhorar a margem operacional", sublinhou o gestor.


A empresa vai distribuir um prémio adicional de 1.550 euros a cada trabalhador.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.


O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.820 mortos em 69.176 casos.


A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com mais de 81.200 casos, tendo sido registados 3.281 mortes.


Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infeções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 1.100 mortes (22.300 casos), e os Estados Unidos, com cerca de 600 mortes (mais de 50.000 casos).


Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.



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Lusa/Fim