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Inquérito indica que 22% da comunidade LGBT+ de Macau foi alvo de violência doméstica

Macau, China, 25 nov 2019 (Lusa) - Um inquérito promovido pela Arco Íris de Macau indica que 22% da comunidade LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros e outros grupos) já foram alvo de violência doméstica, um dado "alarmante", sublinhou hoje a associação.


"A ocorrência de violência doméstica na comunidade LGBT+ é alarmante, já que no inquérito descobriu-se que uns impressionantes 22% daqueles que responderam já sofreram violência doméstica perpetrada pelos seus companheiros", lê-se no comunicado distribuído na conferência de imprensa.


"A lei da violência doméstica deve ser revista para incluir a proteção da comunidade LGBT+", sustentou o ativista Jason Chao, durante a conferência de imprensa que serviu para apresentar os resultados.


Uma das conclusões é que "os homossexuais merecem mais atenção porque têm mais probabilidade de ter pensamentos suicidas, uma vez que sentem ser alvo de maior discriminação", destacou.


Os resultados do inquérito 'online' feito a quase um milhar de pessoas dão conta de que 14% da comunidade LGBT já consideraram cometer suicídio, com a maior percentagem a ser registada entre homossexuais (18,9%), seguidos pelas lésbicas (11,2%).


A discriminação sentida pela comunidade LGBT+, numa escala máxima de 10 pontos, é de 7,17 pontos, um valor considerado "alto" pela associação, de novo com os homossexuais a aparecerem como o grupo onde o resultado foi mais negativo.


"Uma maior percentagem de homossexuais (38,5%) sofreu insultos verbais devido à sua orientação sexual", de acordo com a mesma nota, na qual se sublinha o facto de essa perceção ser substancialmente maior (10%) em relação a outros grupos: 27,1% nos homens bissexuais, 25,4% entre as lésbicas e 14,2% pelas mulheres bissexuais.


O inquérito foi apresentado hoje a representantes do Instituto de Ação Social. "Para nossa surpresa foi-nos dito que estavam interessados no estudo e que gostaria que fosse analisada a discriminação objetiva", adiantou aos jornalistas o diretor-geral da Arco Íris de Macau, Anthony Lam, associação que já promoveu inquéritos semelhantes em 2013 e 2016.



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