Governo e indústria do jogo de Macau podem fazer mais pela economia verde – consultor
Macau, China, 29 mar (Lusa) -- O consultor e antigo presidente do conselho consultivo da Bloomberg New Energy Finance disse hoje que o Governo Macau e a indústria do jogo têm obrigação de fazer mais pela economia verde com o capital que possuem.
Macau tem dinheiro, tem capital e parece ter vontade de se envolver na economia verde, requisitos essenciais para ter sucesso no paradigma do desenvolvimento sustentável, resumiu Michael Liebreich no segundo dia do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau (MIECF, na sigla inglesa).
O orador convidado pelo Governo de Macau para o evento de três dias, sublinhou que o território "tem acesso a capital que muitas cidades no mundo não têm".
Afinal, reforçou, "esta é uma cidade muito rica: o dinheiro existe e isso é um requisito essencial".
O importante agora, frisou, é "colocar o dinheiro a trabalhar", já que depois do investimento inicial em transportes elétricos e em energia limpa, os custos serão "bem mais reduzidos em 2025 e, certamente, em 2030".
"Primeiro que tudo, a indústria do jogo tem que ser socialmente responsável", defendeu, uma vez que "há pessoas que perdem [ali] as suas poupanças".
"Segundo, se olharmos em volta, este edifício [o Venetian, uma das marcas ligadas ao jogo em Macau] não é energeticamente eficiente e eu suspeito que os donos não se importam muito com isso, porque seja o que for que eles poupem na fatura do ar condicionado ou na iluminação isso não faz assim uma diferença tão grande" no seu negócio, dada a sua escala, lamentou Liebreich, ex-diretor dos Transportes de Londres e atual presidente e diretor executivo da Liebreich Associates.
"Com visão e ao longo do tempo estes problemas podem ser resolvidos", afirmou o especialista em desenvolvimento sustentável.
O MIECF acolhe mais de 500 expositores, provenientes de cerca de 20 países e regiões.
As sessões integram oradores de cerca de 70 pioneiros ambientais, líderes de empresas multinacionais e criadores de políticas, provenientes de sete países e regiões, nomeadamente, da China interior, Holanda, Portugal, Timor-Leste, Reino Unido, Hong Kong e Macau.
O MIECF 2019 ocupa uma área total de exposição de mais de 16.900 metros quadrados.
JMC // MIM
Lusa/Fim