FMI/Previsões: Presidente do BNU confia na resiliência da economia de Macau para superar recessão (C/VÍDEO E ÁUDIO)
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Macau, China, 17 out 2019 (Lusa) -- O presidente do BNU em Macau expressou hoje à Lusa confiança na "resiliente" economia de Macau para superar a recessão prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2019 e 2020.
"A economia de Macau é muito resiliente, (...) portanto, estou razoavelmente confiante" que a situação seja ultrapassada e não exista um impacto negativo no emprego e no crédito malparado da banca, defendeu Carlos Álvares.
"Não há dívida (...), Macau tem um fundo de reserva na casa dos 60 mil milhões de euros e, portanto, pode aumentar os gastos públicos para compensar um bocadinho os eventuais investimentos privados que possam não ocorrer", afirmou.
O líder do BNU lembrou que "há cinco anos, quando as receitas do jogo caíram para metade, os níveis do desemprego não aumentaram, o Governo continuou a registar superávites" e que "não houve acréscimo de rácios malparados no setor financeiro".
Tal, reiterou, demonstra a resiliência da economia de Macau "a este tipo de oscilações", ressalvando, contudo, o facto de estar "ainda muito baseada no jogo", apesar dos "grandes esforços para [garantir] a sua diversificação".
Na terça-feira, o FMI reviu em baixa as previsões no relatório Perspetivas Económicas Globais para Macau este ano, antecipando agora uma recessão de 1,3% e nova contração da economia, de 1,1%, em 2020.
Uma forte revisão em baixa, já que no último relatório, em abril, antecipava-se um crescimento acima dos 4% para este ano.
A economia de Macau está em recessão desde o primeiro semestre. Os dados divulgados em agosto pelas autoridades mostravam uma contração de 1,8% no segundo trimestre, que ainda assim melhorou ligeiramente face à contração de 3,2% registada nos primeiros três meses do ano face ao período homólogo.
No primeiro semestre, a economia macaense registou uma contração de 2,5%, de acordo com os dados oficiais.
A 09 de setembro, uma semana após os casinos de Macau terem registado uma queda de 8,6% das receitas provenientes do jogo, a segunda descida consecutiva e a mais acentuada do ano, o Governo de Macau antecipou uma retração económica no terceiro trimestre do ano.
Razões avançadas pelas autoridades: a queda acentuada das receitas do jogo e a escalada da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.
O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong, garantiu então que "o Governo continuará atento ao desenvolvimento e à variação da economia de Macau e do exterior, mantendo a comunicação com os setores financeiros e outros, e a acompanhar constantemente possíveis variações da taxa de desemprego e da capacidade de consumo, bem como a avaliar a pressão sentida pelo sistema financeiro".
O BNU, do grupo Caixa Geral de Depósitos, é banco emissor de moeda em Macau (com o Banco da China) e conta atualmente com 20 agências, incluindo uma em Zhuhai, cidade chinesa adjacente ao território.
JMC (MBA/FST) // JH
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