Covid-19: Primeiro-ministro do Mali diz que eleições no país mantêm-se para este mês
Bamako, 19 mar 2020 (Lusa) -- O primeiro-ministro do Mali disse hoje que as eleições no país são "até agora" para manter, tal como previsto, para o final de março e abril, apesar da pandemia do novo coronavírus.
"Por questões de sobrevivência da nação e continuidade do Estado, até agora decidimos manter a realização das eleições", disse Boubou Cissé, ma conferência de imprensa.
O Mali não tem até agora registo de qualquer caso de infeção pelo novo coronavírus, no entanto, tomou várias medidas como a suspensão das ligações aéreas com os países afetados e o encerramento de escolas.
A primeira volta das eleições está marcada para 29 de março e a segunda para 19 de abril.
Estas eleições foram adiadas várias vezes, em parte devido à profunda crise de segurança que o Mali tem vindo a enfrentar desde 2012, e são olhadas como uma parte importante do esforço político para acompanhar a ação militar que está em curso no país para combater a falta de segurança e os ataques de grupos 'jihadistas'.
Por isso, hoje o primeiro-ministro disse que as eleições irão realizar-se "haja ou não um caso" do novo coronavírus.
Desde 2012, o Mali tem sido confrontado com os ataques de grupos 'jihadistas', bem como com a violência intercomunitária que já provocou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.
Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).
A China anunciou hoje não ter registado novas infeções locais nas últimas 24 horas, o que acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. No entanto registou 34 novos casos importados.
No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.614 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.
Destaque também para o Irão, com 1.135 mortes em 17.361 casos.
Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
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