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Covid-19: Médico que se encontrou com Putin infetado com coronavírus

Moscovo, 31 mar 2020 (Lusa) -- O responsável médico de um hospital de Moscovo que trata doentes com a covid-19 e na semana passada recebeu o Vladimir Putin, disse hoje estar infetado, mas o Kremlin indicou que o estado de saúde do Presidente russo permanece normal.


"Putin é testado regularmente. Está tudo normal", indicou Dmitri Peskov, porta-voz do chefe de Estado e citado pela agência noticiosa Interfax.


O médico Denis Protsenko, muito ativo na rede social Facebook, confirmou estar doente mas sem sintomas inquietantes. "Sim, o teste CoV é positivo, mas sinto-me bem. Isolo-me no meu gabinete onde existem todas as condições para o teletrabalho (...). Penso que a imunidade com que me confrontei este mês fará o seu trabalho", assegurou.


O Presidente russo, 67 anos, encontrou-se em 24 de março com o médico-chefe quando visitou o hospital de Kommounarka nos arredores de Moscovo, e que nas últimas semanas se tornou no principal estabelecimento que disponibiliza tratamento para a covid-19.


Na ocasião os dois homens apertaram a mão perante os fotógrafos, utilizaram uma escada rolante e um elevador e reuniram-se sem máscara.


O encontro decorreu na véspera de um discurso à nação no qual Putin anunciou uma semana de pausa laboral para combater a propagação da doença na Rússia.


Na ocasião, Protsenko disse ao Presidente que a Rússia deveria estar preparada para enfrentar um "cenário italiano", numa referência à gravidade da situação em Itália.


Na segunda-feira passada, uma grande parte do território russo ficou abrangido por estritas medidas de confinamento.


Segundo o último balanço oficial, a Rússia regista 2.237 casos confirmados de coronavírus e 17 mortos, com 500 contaminações e oito mortes confirmadas nas últimas 24 horas, o recorde até ao momento.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.


Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.


O continente europeu, com quase 439 mil infetados e mais de 27.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.


A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 8.189, entre 94.417 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).


A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.518 casos (mais de 76 mil recuperados) e regista 3.305 mortes. A China anunciou hoje 48 novos casos, todos oriundos do exterior, e mais uma morte, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.


Além de Itália, Espanha e China, aos países mais afetados são os Estados Unidos, com 3.170 mortes (164.610 casos), a França, com 3.024 mortes (44.450 casos), e o Irão, com 2.898 mortes reportadas até hoje (41.495 casos).


O número de mortes em África subiu para 173 nas últimas horas, com os casos confirmados a ultrapassarem os 5.000 em 47 países, de acordo com as mais recentes estatísticas sobre a doença no continente.



PCR // ANP


Lusa/Fim