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Covid-19: Câmara de Alenquer reforça medidas com fecho de equipamentos municipais

Alenquer, Lisboa, 12 mar 2020 (Lusa)- A Câmara de Alenquer, no distrito de Lisboa, vai encerrar várias instalações municipais até ao dia 30 para reduzir o risco de contágio do novo coronavírus, já depois de ter suspendido os eventos programados, foi hoje anunciado.


O município decidiu encerrar as piscinas e o pavilhão municipais, as bibliotecas municipais de Alenquer e Carregado, os museus João Mário, do Vinho e Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição, assim como o posto de turismo de Alenquer e o Espaço Barrada, no Carregado, é referido no comunicado.


A autarquia sublinhou que "todos os serviços públicos municipais com atendimento deverão ser procurados presencialmente pelos munícipes apenas em situações urgentes e inadiáveis, devendo a procura de informações ou a consulta de algum processo ser realizada via telefone ou correio eletrónico".


Em reforço das medidas anunciadas na quarta-feira, a câmara vai também suspender as atividades da Universidade da Terceira Idade, as feiras e mercados e o licenciamento de eventos em todo o concelho.


Na quarta-feira, a Câmara Municipal de Alenquer já tinha anunciado que iria suspender todas as atividades que iria promover durante este mês, entre as quais "Vamos ao Teatro", com várias peças de teatro a serem encenadas em diferentes pontos do concelho, a Semana da Saúde e a Semana da Floresta, assim como a Festa da Primavera, na Merceana.


A autarquia apelou ainda às associações, paróquias e outras entidades do concelho que adotem também medidas de contenção do risco de propagação da pandemia.


Alenquer possui cerca de 43 mil habitantes, de acordo com os últimos Censos.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença Covid-19 como pandemia, face aos "níveis alarmantes de propagação e de inação".


A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo e 125 mil infetados com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados, segundo os últimos balanços.


A China registou 3.169 mortos, 80.793 infetados e 62.793 pessoas curadas, excluindo Macau e Hong Kong.


Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.


A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.


Em Portugal, o último balanço da Direção Geral da Saúde (DGS) aponta para 78 casos confirmados, a maior parte dos quais na região Norte (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve (cinco cada).


Há um caso confirmado no estrangeiro, segundo o boletim epidemiológico diário.


Em Portugal há um total de 637 casos suspeitos, dos quais 133 aguardam resultado laboratorial.


O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou quarta-feira que só devem ser encerradas escolas públicas ou privadas por determinação das autoridades de saúde.


As medidas já adotadas em Portugal para conter a pandemia incluem, entre outras, a suspensão das ligações aéreas com a Itália, a suspensão ou condicionamento de visitas a hospitais, lares e prisões, a suspensão de atividades letivas em escolas e universidades e a realização de jogos de futebol sem público.



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Lusa/Fim