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Covid-19: Angola reconhece redução de turistas e defende medidas de higienização (C/ÁUDIO)

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***



Luanda, 13 mar 2020 (Lusa) - As autoridades angolanas assumiram hoje que o fluxo de turistas no país reduziu, devido ao novo coronavírus, e exortam aos operadores turísticos para adotarem "medidas de higienização e saúde ocupacional" para salvaguarda da sua saúde e dos clientes.


"Temos o problema da saúde pública, os restaurantes, os empreendimentos turísticos recebem pessoas, clientes, turistas, devemos salvaguardar os próprios trabalhadores e fazer as recomendações como a saúde ocupacional, formas de proteção dos alojamentos", afirmou o secretário de Estado do Turismo, José Alves Primo.


Para o governante, apesar de Angola não registar ainda qualquer caso positivo do novo coronavírus, os operadores turísticos devem tomar as devidas precauções, sob pena de o órgão ministerial e outras entidades imporem medidas restritivas que forem recomendadas pelas entidades sanitárias nacionais e internacionais.


Em declarações à margem de um encontro de esclarecimento sobre o Plano de Contingência para o Controlo da Covid-19, dirigido aos agentes turísticos, em Luanda, o secretário de Estado reconheceu a redução do fluxo de turistas devido à pandemia.


"A redução [de turistas] houve, porque os embarques no aeroporto diminuíram, aqui tivemos de cancelar o navio de cruzeiro que estava com destino aos nossos portos nacionais e já é uma redução", disse.


Em relação à redução de receitas, em consequência da reduzida procura no setor, José Alves Primo apontou a necessidade de "salvaguardar, em primeira instância, a saúde pública", mas em relação às receitas não se pode evitar.


"Os cálculos e previsões estão a ser feitos pelos órgãos competentes, é uma preocupação mundial, o arrefecimento da economia é evidente e o turismo será igualmente afetado", notou o governante angolano.


Angola desenvolve planos de contingência e medidas de controlo nos principais pontos de entrada do país e decretou, a partir de 03 de março, a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros oriundos da China, centro da epidemia de Covid-19, Coreia do Sul, Irão, Itália.


O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.


O número de infetados ultrapassou as 131 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.


A China registou nas últimas 24 horas oito novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.


Até à meia-noite de quinta-feira (16:00 horas de quarta-feira, em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu para 3.176, após terem sido contabilizadas mais sete vítimas fatais. No total, o país soma 80.813 infetados.



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