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Confirmados 20 casos de sarampo em Macau desde o início do ano

epa07373896 A Philippine Red Cross (PRC) health worker shakes a measles vaccine during a nationwide response program to immunization people at a slum area in Manila, Philippines, 16 February 2019. According to reports, an intensive vaccination program has been launched in Metro Manila and other affected areas to fight the measles outbreak. More than 70 people, mostly children under four-years of age, have been confirmed dead from the measles outbreak and over 4,300 people have fallen ill.  EPA/FRANCIS R. MALASIG

As autoridades de Macau identificaram, a 25 de março, mais um caso de sarampo, elevando para 20 os casos confirmados desde o ínicio do ano, num território onde a doença já foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde.

Em comunicado, os Serviços de Saúde informaram que desde o início de 2019 já foram registados “sete casos importados e 13 casos relacionados com sarampo importado”, um aumento significativo face ao ano transato.

Em 2018, foram detetados cinco casos de sarampo no território durante todo o ano.

No entanto, devido ao surto de sarampo em regiões vizinhas, a situação em Macau será este ano “potencialmente mais grave do que em anos anteriores”, admitiram as autoridades, numa conferência de imprensa realizada na passada quarta-feira.

Só nas Filipinas, em fevereiro, tinham sido identificados mais de quatro mil casos e 70 mortos devido ao surto do sarampo.

No comunicado divulgado esta segunda-feira, os Serviços de Saúde voltaram a apelar à vacinação e asseguraram que vão “fortalecer o nível imunitário dos profissionais que estabelecem contacto com o público”.

“Em breve, os Serviços de Saúde irão proceder à vacinação contra o sarampo de trabalhadores que não foram vacinados, e que exercem funções no aeroporto internacional de Macau, nos terminais marítimos, no Corpo de Bombeiros, (...) entre outros serviços”, lê-se.

Na semana passada, o coordenador do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde disse acreditar que a situação “ainda é controlável”, pelo que “não existem razões para que a acreditação [de erradicação da doença] seja retirada pela Organização Mundial da Saúde”, ainda que as autoridades sublinhem o “grande número de trabalhadores oriundos das Filipinas e do Vietname”, um cenário que aumenta o risco de casos importados.

Francisca Sottomayor