icon-ham
haitong

CGD aumenta lucros em 74% para 640,9 ME até setembro (ATUALIZADA 2) (C/ÁUDIO e VÍDEO)

*** Serviço de áudio e vídeo disponível em www.lusa.pt ***



Lisboa, 08 nov 2019 (Lusa) - A Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve lucros de 640,9 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 73,5% do que nos mesmos nove meses de 2018, anunciou hoje o banco público.


Segundo a CGD, entre janeiro e setembro, do resultado líquido consolidado apresentado, 481,4 milhões de euros são referentes a resultado da atividade corrente e os restantes 159 milhões de euros do impacto relativo à venda de operações no estrangeiro (Espanha e África do Sul), por reversão parcial de imparidades.


A venda de operações da CGD no estrangeiro faz parte do plano estratégico do banco. Em outubro, foi concluída a venda do Banco Caixa Geral (BCG), Espanha, e esta quinta-feira (07 de novembro) fechada a do banco Mercantile.


Contudo, diz o banco público nos documentos hoje divulgados, "as contas de setembro integram ainda o BCG e o Mercantile, dado a sua desconsolidação só ocorrer nas datas efetivas da venda".


Na sua intervenção inicial na conferência de imprensa de apresentação de resultados, em Lisboa, o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, disse que os lucros em termos absolutos "são significativos", mas que "em termos relativos ainda estão aquém da [do definido com] Direção-Geral da Concorrência" para 2020, tendo em conta o plano estratégico assinado entre o Estado português e a Comissão Europeia.


Referiu ainda o gestor que também o rácio 'cost to income' (custos face a receitas) "está aquém" do definido para 2020, considerando que a CGD terá "de fazer aqui um esforço adicional".


Já quanto aos objetivos de rácios de capital e rácios de crédito malparado, o banco público está "a cumprir e confortável", acrescentou.


Macedo disse que a CGD fez 200 milhões de euros em venda de carteiras de crédito malparado e que tem várias carteiras em preparação para serem vendidas nos próximos meses com o objetivo de chegar a 5% de rácio de crédito malparado, que em setembro era de 6,6%.


Em termos de contributos para o resultado consolidado, a atividade em Portugal contribuiu com 508 milhões de euros, o BNU de Macau com 51 milhões, o BCI de Moçambique com 28 milhões e a sucursal de França com 16, com 38 milhões atribuídos a outras operações.


Os rácios de capital do banco permaneceram acima dos requisitos do Banco Central Europeu, com o CET1 ('common equity tier 1') nos 15,6% (requisito de 9,75%), o Tier 1 nos 16,6% (requisito de 11,25%) e o total nos 18,0% (requisito de 13,25%).


O rácio de rendibilidade do banco (ROE, 'return on equity') aumentou dos 6,6% nos primeiros nove meses de 2018 para os 10,8% no mesmo período de 2019.


Os resultados de exploração 'core' recorrente do banco também aumentaram no mesmo período, tendo registado uma subida de 1,6%, fruto da passagem de 555 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018 para 564 até setembro deste ano.


Já a margem financeira, segundo o banco, foi "impactada pela conjuntura de taxas de juro", e baixou 2,2% dos primeiros nove meses de 2018 para igual período de 2019 em termos consolidados, tendo a descida na operação em Portugal sido de 6,7%.


Já a receita com comissões subiu 2,0% entre os primeiros três trimestres de 2018 e igual período de 2019, passando de 366 milhões de euros para os 374 milhões de euros.


Os custos de estrutura da CGD estão também a ser reduzidos, tendo passado de 727 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018 para 700 no mesmo período de 2019.


Dentro dos custos de estrutura, os custos com pessoal passaram de 455 milhões para 432 milhões de euros.


Os recursos totais de clientes em Portugal aumentaram dos 70.857 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018 para os 72.010 no mesmo período de 2019.


IM/JE // EA/CSJ


Lusa/Fim