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Banco HSBC corta 35 mil empregos em todo o mundo

Redação, 18 fev 2020 (Lusa) -- O banco HSBC vai cortar 35 mil empregos a nível mundial, anunciou hoje a instituição, que está num processo de reestruturação e a focar-se nos mercados de crescimento mais rápido da Ásia.


O presidente executivo interino, Noel Quinn, disse hoje que o número de empregados será reduzido de 235.000 para 200.000 nos próximos três anos.


O HSBC, com sede em Londres, mas cujos principais negócios estão na Ásia, referiu que o negócio está envolto em várias incertezas, devido ao 'Brexit', aos protestos em Hong Kong, à guerra comercial entre Estados Unidos e China e recentemente ao novo coronavirus.


O banco anunciou hoje que em 2019 os seus lucros caíram 53% para 6.000 milhões de dólares (cerca de 5.548 milhões de euros à taxa de câmbio atual) e alertou sobre as perturbações significativas nos seus negócios devido ao surto do vírus na China.


A queda significativa no número de funcionários acompanhará a reestruturação da operação na Europa, com "consolidação" de algumas partes do negócio e transferência de recursos para a Ásia.


O objetivo é aumentar a rentabilidade, concentrando-se em mercados de alto crescimento da Ásia e, ao mesmo tempo, reduzindo negócio e trabalhadores em outros países.


O HSBC junta-se a outros grandes grupos bancários globais que vão suprimir dezenas de milhares de postos de trabalho nos próximos anos.


Em dezembro passado, o UniCredit (o maior banco italino por ativos) anunciou que, no âmbito da sua estratégia até 2023, prevê cortar 8.000 empregos, que se juntam à redução de 14.000 desde 2017.


O Morgan Stanley, o banco de investimento norte-americano, está a levar a cabo o corte de 1.500 empregos em todo o mundo, cerca de 2% dos seus efetivos.


O grupo francês Société Générale, que emprega 147 mil pessoas, foi um dos primeiros em 2015 a anunciar a revisão da sua rede de retalho em França, tendo cortado 5.000 postos de trabalho entre 2016 e 2020.


Depois de vários anos de crise, o alemão Commerzbank anunciou em meados de setembro de 2019 a supressão de 4.300 empregos e 200 agências. Ao mesmo tempo, espera criar 2.000 empregos.


Em 2016, tinha anunciado um plano para reduzir 9.600 empregos até 2020, que já foi concluído.


O Deutsche Bank, o grande banco alemão, anunciou em julho o maior plano de reestruturação da sua história com o corte de 18 mil postos de trabalho até 2022. O ano passado já tinha reduzido 6.000 empregos.


O britânico Barclays, que tem vivido vários anos de altos e baixos, disse em agosto ter cortado 3.000 empregos durante o segundo trimestre de 2019 e que irá reduzir ainda mais os custos.


O grupo BNP Paribas está atualmente a negociar um plano de saídas da sua filial de gestão de ativos para reduzir os efetivos em Paris em 10%.


No final de agosto, o primeiro banco francês também confirmou a possibilidade de abolir cerca de 20% da força de trabalho na filial de consideração de títulos de França, uma redução de 446 para 546 posições até 2021.


Em março, o BNP Paribas Fortis, a filial belga, confirmou a redução de 40% do número de agências e suprimiu 2.200 empregos em três anos. Em Itália, o banco lançou no verão um plano de reformas antecipadas para reduzir a sua força de trabalho em 1.500 pessoas até 2021.


O grupo espanhol Santander anunciou em junho o corte de 10% da sua força de trabalho na Espanha, ou 3.200 empregos. Essa reestruturação é resultado da absorção em 2017 do Banco Popular, alvo de uma medida de resolução.


O CaixaBank, o terceiro banco espanhol, negociou com os sindicatos um plano de saída de mais de 2.000 empregos até ao final de 2020.


Também em Portugal os bancos têm reduzido milhares de postos de trabalho nos últimos anos.



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Lusa/Fim