Assembleia Legislativa de Macau rejeita debate sobre sufrágio universal
Macau, China, 30 jul 2019 (Lusa) - A Assembleia Legislativa (AL) de Macau rejeitou hoje uma proposta de debate sobre a reforma do sistema político, no sentido de introduzir o sufrágio universal na eleição do chefe do Governo.
A proposta, apresentada pelo deputado pró-democracia Sulu Sou, foi rejeitada quando falta menos de um mês para a eleição do novo chefe do Governo, que decorre a 25 de agosto e para qual concorre apenas um candidato, Ho Iat Seng.
"À semelhança do que aconteceu com as eleições anteriores, apenas os 400 membros que compõem a comissão podem votar, deixando de fora mais de 310 mil eleitores qualificados", lamentou o mais novo deputado do hemiciclo.
Para o proponente, o debate revestia-se de especial importância numa altura que o território se prepara para celebrar o 20.º aniversário da transferência de administração para a China.
"A forma como se promoverá, continuamente, a reforma democrática, para que toda a população goze do universal e igual direito de eleger o chefe do executivo (...) constitui um importante tema político dos últimos 20 anos após a reunificação", disse.
Depois de indicar alguns exemplos legais de como o sufrágio universal na eleição do chefe do executivo poderá ser introduzido, no futuro, na região administrativa especial chinesa, Sulu Sou recordou uma promessa da secretária para a Administração e Justiça.
Sonia Chan "prometeu que ia proceder à recolha de opiniões dos residentes" sobre a reforma do sistema político, mas "falta menos de meio ano para o mandato do Governo chegar ao fim e é lamentável que o respetivo trabalho não revele progressos", acrescentou.
O chefe do Governo é eleito por um colégio composto por 400 membros de diferentes setores; enquanto apenas 14 dos 33 deputados são eleitos pela população, 12 indiretamente pelas associações e os restantes sete nomeados pelo chefe do Executivo.
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