2000: Pequim veste-se de vermelho para entrar no ano 2000
Arquivo Lusa 1999
+++ Por António Caeiro, da agência Lusa +++
Pequim, 31 Dez (Lusa) - As principais avenidas de Pequim foram hoje engalanadas com bandeiras e lanternas vermelhas, enquanto milhões de chinesas iniciaram o seu segundo fim de semana prolongado no espaço de apenas 15 dias.
Quatro grandes números desenhados a branco sobre fundo vermelho (2000) dominam a imensa e histórica Praça Tiananmen, no centro de Pequim, mas o palco das celebrações, a partir das 23.30 (15.30 em Lisboa), foi transferido para um novo monumento construído na zona ocidental da cidade.
É o Centenário Altar da China, uma estrutura de mármore branco com um disco de 85 metros de diâmetro no topo, que faz lembrar uma gigantesca antena parabólica e que, segundo a descrição oficial, "simboliza os 5.000 anos da civilização da China e os desejos dos seus povos para o novo milénio".
Uma "chama sagrada" será acesa no local à meia-noite (16.00 em Lisboa) e, à mesma hora, "um alto líder do Estado", provavelmente o presidente Jiang Zemin, tocará as 12 badaladas num sino de 50 toneladas e 6,7 metros de altura construído também especialmente para esta histórica ocasião.
Sobre a superfície do sino estão gravados os principais acontecimentos da História da China durante os últimos 100 anos, desde a formação do movimento republicano, no início do século XX, até ao "Retorno de Macau à Patria", dia 20 deste mês.
Haverá tambem fogo de artificio, mas, devido ao frio, o espectáculo com milhares de figurantes programado para o Centenário Altar da China, e que a televisão chinesa transmitirá em directo, durará menos de uma hora.
Segundo as previsões meteorológicas, durante a noite, a temperatura em Pequim poderá descer aos oito graus negativos e pode até nevar.
A passagem do ano lunar, que ocorre habitualmente no fim de Janeiro ou início de Fevereiro, continua a ser a maior festa tradicional da China.
Após a instaurção da República, em 1911, o dia 1 de Janeiro passou a ser também feriado nacional, mas este ano o governo antecipou o feriado para hoje, proporcionando à população o segundo fim de semana prolongado desde a transferência de poderes em Macau.
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