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Turismo são-tomense vê “algum interesse” chinês para requalificar património colonial

Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, é um município onde vivem 14.802 pessoas. O emblema do concelho transmontano é a praia fluvial do Azibo, eleita uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal, enquanto um dos locais mais procurados na região por turistas do litoral norte. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa

O diretor regional de Turismo de São Tomé e Príncipe disse à Lusa ter visto “algum interesse” de investimento chinês para a requalificação do antigo património colonial português.

“Vimos alguma abordagem, algum interesse em pessoas irem para São Tomé e Príncipe para rever o projeto Revive”, um projeto em sintonia com Portugal, que consiste em dar vida às antigas roças coloniais que estão em fase de degradação no país, afirmou Batista Menezes, à margem do encerramento do “Colóquio sobre Turismo, Convenções e Exposições para os Países de Língua Portuguesa”, em Macau.

“Não podemos dizer que sai já um investimento”, ressalvou, acrescentado que o responsável são-tomense em Macau “irá fazer [mais] contactos”.

Desde 23 de abril, delegações dos oito países lusófonos estiveram reunidas em Macau para participar no “Colóquio sobre Turismo, Convenções e Exposições para os Países de Língua Portuguesa”, organizado pelo Fórum de Macau.

Três dos pontos destacados pelos representantes lusófonos foi o reforço do intercâmbio entre as universidades, a concretização de planos ao nível da formação e as oportunidades para os países de língua portuguesa com a criação do “megamercado” da Grande Baía, uma metrópole mundial que junta nove cidades chinesas, Macau e Hong Kong, com cerca de 70 milhões de habitantes.

Outro dos destaques das duas semanas da estadia dos representantes lusófonos foi a sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa, que decorreu na 7.ª Expo Internacional de Turismo de Macau.

Em 26 de abril, cada um dos oito países lusófonos teve a oportunidade de realizar uma apresentação sobre as mais-valias turísticas que os países têm para oferecer.

O facto de a China ser uma potência em ascensão e “o primeiro país emissor devido à sua população”, tornam este país num “mercado propício”, frisou Batista Menezes, em declarações à Lusa, nesta ocasião.

Este ano, o evento contou com 835 expositores, com todos os países lusófonos presentes, e com o dobro da área de exposição de 2018, atingindo os 22.000 metros quadrados.