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“Realidade justifica manutenção do sistema capitalista”

O chefe do Governo de Macau disse à Lusa que a “realidade justifica a manutenção do sistema capitalista” no território, capital mundial do jogo e o único local na China em que os casinos são legais.

“A realidade justifica a manutenção do sistema capitalista e da maneira de viver anteriormente existentes em Macau”, sustentou Chui Sai On numa entrevista exclusiva por escrito.

Fernando Chui Sai On, que inicia no sábado uma visita oficial a Portugal, afirmou que “dada a experiência vivida nestes últimos 20 anos, a comunidade portuguesa deve ter ainda maior confiança nas perspetivas de desenvolvimento de Macau”.

Por outro lado, ressalvou um ponto fulcral na estratégia de Macau e da China: “A nossa participação na estratégia e na conjuntura de desenvolvimento nacional é importante para o enriquecimento da implementação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, não visando a sua substituição”.

Chui Sai On sublinhou que “de momento, e ainda por um longo espaço de tempo, essa participação e integração serão as prioridades das ações governativas da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], sendo, simultaneamente, um dever e o compromisso de Macau”.

Afinal, frisou, “quando a Pátria está bem, Macau está melhor ainda”.

No último ano de mandato, Chui Sai On afirmou que, nos dez anos em que esteve à frente do Executivo, o território “concretizou com sucesso” vários princípios basilares: “‘Um país, Dois sistemas’, ‘Macau governado pelas suas gentes” e a política de ‘um alto grau de autonomia’”.

“O nosso orgulho é ter conseguido que o valor fundamental de ‘amor à Pátria e a Macau’ passe de geração em geração”, que a “potencialidade da mistura multicultural tenha desempenhado o seu papel”, e que “a função de Macau como ponte e plataforma tenha sido reconhecida”, salientou.

Por outro lado, também se atingiram “resultados faseados, no que respeita à transformação de Macau num ‘centro mundial de turismo e lazer’ e numa ‘plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa’, pois é notório o êxito do desenvolvimento” do território, defendeu.