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Feira cultural Moçambique-China junta centenas em Maputo

Jovens familiarizam-se com instrumentos musicais chineses numa feira de gastronomia, arte e culturas moçambicana e chinesa onde juntou hoje centenas de pessoas na capital moçambicana, num evento organizado por estudantes de Moçambique graduados na China, Maputo, Moçambique, 23 de fevereiro de 2019.

 

Uma feira de gastronomia, arte e culturas moçambicana e chinesa juntou no último sábado de fevereiro centenas de pessoas na capital moçambicana, num evento organizado por estudantes de Moçambique graduados na China.

"A feira é um evento preparado para celebrar o ano novo chinês Ano do Porco, o qual a China vai cooperar na área da cultura com Moçambique", explicou Jianling Guo, diretora do Instituto Confúcio, da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), durante o evento.

Trata-se da 2.ª edição da Feira do Intercâmbio Cultural China-Moçambique, num momento em que os dois países têm reforçado a cooperação em vários domínios.

Dados oficiais indicam que em Moçambique existem cinco mil moçambicanos a estudar o mandarim, o idioma oficial da República Popular da China.

As aulas são ministradas pelo Instituto Confúcio em Moçambique, através da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e escolas secundárias ao longo do país.

Um dos estudantes e falantes do mandarim é Augusto Muchanga, jovem nascida na província de Maputo, que se diz "fanático em aprender línguas".

A principal razão que o levou a estudar o mandarim é a procura de uma oportunidade para estudar no estrangeiro, para abrir novos horizonte e conhecer mais cultura.

Augusto Muchanga começou a estudar o idioma em 2014, mas teve de parar por dificuldades financeiras.

Entretanto, nessa altura foi sondando as bolsas e oportunidades para aprender o idioma, quando por sorte, se começou a lecionar na UEM.

"Inscrevi-me em 2017 e tive boas notas e possibilidade de ir a China por um ano", contou Augusto.

Na China teve oportunidade de conhecer festivais africanos e chineses.

Quando se inscreveu para aprender a língua, para família "foi uma surpresa".

"É uma língua muito interessante, mas cansativa" caracterizou, acrescentando que além de conhecer outras culturas, abre oportunidades de emprego pois os chineses vão precisar de Moçambicanos para cooperar.

"Aprender a língua deles é melhor", previu.

O estudante congratulou-se com o facto de se colocar em todos os eventos as culturas moçambicanas e chinesas, como no caso do evento que teve lugar hoje.

Para além do chinês, aprendeu três línguas europeias, nomeadamente o português, inglês e francês.

Ao longo deste período, Augusto recebeu visitas de chineses que foram conhecer a sua família para explicar as vantagens de aprender a língua chinesa.

A China está a construir em parceria com a UEM o Centro Cultural Moçambique-China, que será dotada de dois teatros muito modernos, um deles para 1500 pessoas, o maior da região austral, anunciou Su Jian, embaixador chinês em Moçambique.

O diplomata acrescentou que neste momento há 500 jovens moçambicanos que estudam em várias instituições de ensino superior na China.

"As pessoas podem ter emprego com facilidade, e a China é a segunda maior economia mundial.

"Há muitas empresas em Moçambique.", disse o embaixador.