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China elogia participação ativa de Macau na reforma e abertura da China

O embaixador da China em Portugal, Cai Run, intervém durante a Conferência

O embaixador da China em Lisboa considerou que "Macau participa ativamente" na reforma e abertura chinesas, aproveitando a sua história, cultura e posição geográfica para ligar a China a Portugal e aos países de língua portuguesa.

Numa conferência sobre “O futuro de Macau na nova China”, organizada pela agência Lusa, em Lisboa, Cai Run assinalou os 40 anos das relações sino-portuguesas, bem como os "20 anos de retorno de Macau para a China", destacando que a "transição bem sucedida" que permitiu ao "Governo chinês recuperar a soberania sobre a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM)" decorreu após "negociações amistosas" e inaugurou um novo capítulo na amizade entre os dois países.

Cai Run referiu que as últimas duas décadas foram também marcadas pelo rápido desenvolvimento económico de Macau, "melhoria persistente da vida do povo e harmoniosa convivência entre culturas diferentes", enquanto a realização do Fórum Macau, desde 2003, contribuiu para o desenvolvimento socioeconómico e reforço da cooperação sino-portuguesa, que se encontra "na sua melhor fase".

Exemplo disso , referiu, é a visita do Presidente da China, Xi Jinping, a Portugal, em dezembro de 2018, que teve "resultados frutíferos" e impulsionou a parceria estratégica entre os dois países para uma "nova fase de desenvolvimento" concretizada através da assinatura de um memorando de entendimento que envolve 17 acordos de cooperação em várias áreas.

Também a deslocação à China do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na próxima semana, para participar na segunda edição do fórum "Uma faixa, Uma Rota" e para uma visita oficial, é demonstrativa de que a parceria entre Pequim e Lisboa se mantém num "nível alto".

O diplomata sublinhou que o desenvolvimento da China "chama a atenção em todo o mundo" e que o país está empenhado em continuar a aprofundar as reformas e promover a abertura e um novo modelo de relações internacionais caracterizado pelo "respeito mútuo e ganhos partilhados".

Quanto a Macau, vai continuar a beneficiar de um "apoio forte" do Governo central chinês para se "integrar rapidamente na trajetória de revitalização da nação chinesa".

A China assumiu a administração de Macau em 20 de dezembro de 1999, atribuindo ao território até então administrado por Portugal o estatuto de região administrativa especial, que manterá até 2049.

 

Raquel Rio