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Crime violento aumenta devido a sequestros associados ao jogo

Algemas, utilizadas pelos elementos das forças de segurança, Lisboa,14 de janeiro de 2016. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

 

 

O crime violento aumentou 8,4% em Macau na primeira metade de 2019, em relação a período homólogo do ano passado, sobretudo devido ao crescimento dos sequestros associados ao jogo, anunciaram as autoridades em conferência de imprensa.

“A polícia tem reforçado e intensificado o combate aos crimes de sequestro e usura, entre outros crimes graves”, sendo que “a maioria dos casos teve lugar dentro dos casinos, (…) o que significa que a sua ocorrência não constitui ameaça à segurança da sociedade de Macau”, a capital mundial do jogo, sublinhou o secretário para a Segurança.

Wong Sio Chak defendeu que a intensificação do combate a várias associações criminosas é “uma das principais razões pela qual estes dois tipos de crimes registaram um aumento”, mas destacou que este crescimento “abrandou significativamente”, em comparação com os números registados no primeiro trimestre.

De resto, acrescentou, “nos últimos anos, os crimes de jogo são de natureza transfronteiriça e de alto nível de organização, pelo que as autoridades de segurança continuam a reforçar o intercâmbio e cooperação policial com o interior da China, Hong Kong e regiões vizinhas”.

A violação foi outro dos crimes que concorreu para o crescimento da criminalidade violenta (+76,9%): 23 no primeiro semestre de 2019 contra os 13 registados em igual período de 2018.

O responsável político, contudo, salientou a descida da criminalidade geral em 2,8% nos primeiros seis meses do ano, em relação a igual período de 2018, sustentando que “o ambiente de segurança, em geral, (…) se manteve (…) estável”.

Uma conclusão que, exemplificou, está traduzida na baixa taxa de homicídios (dois até junho).

Wong Sio Chak frisou ainda a importância do reforço da videovigilância na atuação policial, em especial os “efeitos notáveis nos trabalhos de investigação”.

Um resultado que vem justificar a aposta num sistema que, adiantou, beneficiará a partir do primeiro trimestre de 2020 de mais 800 câmaras de videovigilância, a instalar sobretudo em locais isolados e com eventuais riscos de segurança.